[eu, síndica] Mais segredos do telhado. Antes de mandar o tal-edital de convocação para assembleia do telhado, chamei todo mundo na chincha. Protocolei uma pergunta sobre qual o melhor dia a assembleia, duas opções. "E o que te impede de participar?". Convocação carimbada.
Moradores vieram do Recôncavo e da Chapada Diamantina. Teve parente procurador. Sete apartamentos representados. Sete de onze. Poderíamos ter sido oito - se os afetados diretamente pela infiltração tivessem aparecido.
A assembleia começou em primeira convocação com resenhas de viagens pro interior e fofocas de moradores antigos. Em segunda convocação, evitamos as ciladas, sustentamos a urgência da obra apesar das ausências físicas e financeiras.
Pense que todos os presentes participaram do debate. Aos treze de agosto de 2015, ficou decidida por unanimidade a cobrança de taxa ext... "Não diga taxa extra", escreva aí "investimento". Os moradores têm seis meses para integralizar o investimento da maneira como QUI-SE-REM. De uma vez, de duas, dez, cinquenta vezes... Isso até dia 10 de fevereiro, quando juros e multas se apresentam em centenas, dezenas e centavos.
A assembleia se desfez e alguns de nós ficamos para a resenha final. Um vizinho contou que se pelava de medo de outro por conta dos transtornos de reformas. Recentemente eles se cumprimentaram sorrindo na rua.
Eu corri pra fazer a ata e recolher as assinaturas. No sábado 9h da manhã meu interfone tocou. Então às 10h
- Que preguiça é essa?? Acorda, minha filha!!
- Acordar eu acordo, mas só amanhã!
- Entendi..! Depois você me chama.
Segunda de manhã, o interfone da incrível central digital funcinou mais uma vez.
- Estou te ligando pra dizer que a data da ata veio errada. E o CPF do subsíndico.
Era o senhor de sempre, de todas as histórias. A pessoa mais apaixonada por esse condomínio. Amor tão grande que assusta.
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