terça-feira, 7 de junho de 2016

Vamos substituir o portão principal de acesso ao prédio e estou aqui pensando em ideias miraculosas. Está aberta a temporada de pensamentos coletivos.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Geral, Participativo e Extraordinário

Duas quintas por ano são aleatoriamente reservadas para a realização de assembleias:
- Uma ordinária, para escolher o(a) síndico(a) através do método de nomeação exclusão simples dos desinteressados
- E uma extraordinária para apresentar as contas e aumentar condomínio.

Ano passado tivemos duas assembleias: uma para ajustar o valor do condomínio em 67% e outra em agosto para aumentar ainda mais. Um aumento de pouco mais de 230% relativo ao valor inicial do ano para a re-reforma do telhado

A primeira quinta foi semana passada. O zelador recolheu as assinaturas dos alheios ao mundo digital. Para os outros, e-mail e whatsapp. Saldo final: três justificativas de ausência, dois apartamento vazios, um alugado e uma adolescente desinteressada (três de onze só aparecem quando suas unidades estão querendo resolver algum problema entre eles e o condomínio).

A assembleia dos quatro começou cumprindo a pauta que viria depois d'o que ocorrer'. E foram histórias de pássaros enterrados no quintal, causos de vizinhos, falta de bons dias e simpatias.

Em seguida, indo no sentido oposto da pauta, listamos as benfeitorias que seriam feitas com o valor que não foi aplicado no telhado. A ata expandia. Ficou decidido que os inadimplentes irão receber uma carta antipática com um texto padrão com um layout desanimador.

(Nosso vizinho atrasava o pagamento por desobediência civil e <causava> com a contabilidade pediu amorosamente que eu lhe mande uma carta dizendo que ele está adimplente. Por nada. Só por satisfação de jogar os boletos e comprovantes antigos no lixo).

Era tarde e ainda estávamos no que ocorrer. Três de nós mergulhamos na planilha financeira para brigar com as despesas. Despistamos de alguns valores grandes reduzindo investimentos. me isentamos da taxa e ficamos bem abaixo do índice de aumento de preços. Foi um intenso processo de orçamento participativo. Quem se deu (de) bem foi o zelador. Analisamos um possível 2017 sem ele e chegamos à conclusão que... "ói.. deixa como está mesmo".

E não deu para concluir o primeiro ponto da pauta (aprovação do regimento interno) porque ninguém tinha lido o documento. Mas esse mês sai. Ah, se sai.

[Leia mais um monte de histórias em http://chameasindica.blogspot.com.br/]

Matador de aluguel

Chegando da primeira assembleia do ano. Vou adiantar uma das melhores partes:
- menina, você tem que mandar podar essa mangueira.
- ó, eu mandei recado pra nosso vizinho agrônomo para ele dar opinião sobre como a gente faz a poda. Eu morro de medo de fazerem uma poda errada e matarem a mangueira.
- mas quem vai cortar a árvore não é Waldemar?
- ele vai fazer a poda depois que a gente estiver aconselhado.
- sim, mas se a mangueira morrer é culpa de quem?
- mas ela não pode morrer não. A gente gosta dela.
- sim, mas se ela morrer a culpa é de Waldemar, você não tem nada com isso não.

E nada como a selvageria dos assuntos aleatórios para despistar a conversa.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Buscando cerâmicas florais no Aquidabã

Um dia tenho que desenhar a história do latifúndio improdutivo da garagem de meu antigo prédio. É um caso econômico-político difícil cheio de teorias e difícil encurtar, enquanto isso conto outra).

Desde que cheguei aqui (e muito antes disso), pedir táxi e pizza aqui no prédio era uma missão com alguns parágrafos. A referência consensual era "depois do salão, à direita (...) não, não tem nome, senhora".

A história do letreiro começou quando o subsíndico trouxe umas amostras de números e letras de cerâmica especial com detalhes azuis e amarelos. Coisa linda, mas a loja não tem o jogo completo, fica para a próxima.

Na Comercial Ramos, eis que encontro uma promoção de luminárias, lâmpadas de LED com desconto e um mostruário quase completo das peças de cerâmica: muitos "tem" contrastando com dois "mas acabou". Tinha esperança de rapidamente encontrar o número um e os vazios que faltavam. Sete Portas, Barros Reis, Alto das Pombas, Brotas ou, quem sabe, na Boca do Rio. Nada. Desesperançada, fui procurar o número um e os vazios na internet. No domingo à noite escrevi para o fabricante praticamente negociando resgate.

A semana começou logo cedo com uma mensagem breve e objetiva dizendo que eu deveria entrar em contato com um Fernando em um telefone com dêdêdê de Salvador. O senhor já atendeu respondendo - É a senhora que está procurando o número um? 
- Sim! E dois vazios também, por favor. 

Finalmente, no mesmo dia, o irmão do sócio do representante me fez a gentileza de me entregar as peças aqui em casa antes de ir para o centro espírita.

Fim da história: teremos um comum e precioso letreiro de floral instalado bem na véspera da próxima assembleia.