quarta-feira, 1 de junho de 2016

Buscando cerâmicas florais no Aquidabã

Um dia tenho que desenhar a história do latifúndio improdutivo da garagem de meu antigo prédio. É um caso econômico-político difícil cheio de teorias e difícil encurtar, enquanto isso conto outra).

Desde que cheguei aqui (e muito antes disso), pedir táxi e pizza aqui no prédio era uma missão com alguns parágrafos. A referência consensual era "depois do salão, à direita (...) não, não tem nome, senhora".

A história do letreiro começou quando o subsíndico trouxe umas amostras de números e letras de cerâmica especial com detalhes azuis e amarelos. Coisa linda, mas a loja não tem o jogo completo, fica para a próxima.

Na Comercial Ramos, eis que encontro uma promoção de luminárias, lâmpadas de LED com desconto e um mostruário quase completo das peças de cerâmica: muitos "tem" contrastando com dois "mas acabou". Tinha esperança de rapidamente encontrar o número um e os vazios que faltavam. Sete Portas, Barros Reis, Alto das Pombas, Brotas ou, quem sabe, na Boca do Rio. Nada. Desesperançada, fui procurar o número um e os vazios na internet. No domingo à noite escrevi para o fabricante praticamente negociando resgate.

A semana começou logo cedo com uma mensagem breve e objetiva dizendo que eu deveria entrar em contato com um Fernando em um telefone com dêdêdê de Salvador. O senhor já atendeu respondendo - É a senhora que está procurando o número um? 
- Sim! E dois vazios também, por favor. 

Finalmente, no mesmo dia, o irmão do sócio do representante me fez a gentileza de me entregar as peças aqui em casa antes de ir para o centro espírita.

Fim da história: teremos um comum e precioso letreiro de floral instalado bem na véspera da próxima assembleia.

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