quinta-feira, 28 de maio de 2015

O patrimônio e o sistema furado

Os apartamentos do último andar foram castigados com tempestades da zona de convergência tropical. A má conservação da estrutura da cobertura se manifestou em goteiras enormes em diversos pontos da casa, água saindo pelos buracos das luminárias, pintura cedendo, baldes espalhados pela casa.

Visitei os dois apartamentos, um cenário devastador, Conta-se que a situação da cobertura do edifício se arrasta há mais de cinco anos, ninguém sabe precisar quando começou. O fato é que no ano passado o fato foi discutido em assembleia e ficou decidida a cobrança de longos meses de taxa extra para fazer a obra. Agora vem uma nova parte surpreendente: quem está na lista de inadimplentes (até que se comprove o contrário)? E quem nunca mais apareceu nas assembleias? Sem mais.

Os participantes das assembleias posteriores questionavam se a tal obra deveria ser mantida como prioridade. Discutiam as despesas perdendo de vista que a taxa de condomínio já estava defasada há alguns meses e que o recurso angariado para fazer a obra, na verdade, terminava por ser destinado a custear as despesas básicas. Mesmo assim os débitos em aberto se acumulavam - em especial uma dívida significativa com a Previdência Social e outra com a empresa contratada para fazer administração e contabilidade.

Ou seja, a obra não foi feita conta da inadimplência, da defasagem da taxa de condomínio , porque os interessados não estavam presentes na assembleia para defender a resolução do problema e também porque o conselho fiscal não aconselha nem fiscaliza a aplicação dos recursos.

E aí vem a chuva. E com a chuva, os estragos materiais e imateriais. Aí vem outra história.

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